domingo, 13 de novembro de 2011

Voltando a vida

Sou capaz de ver uma folha vazia e ver uma história. - Mas ainda não a escrevi.

Capaz de ver no branco, toda a trama, a fala dos personagens. Mas por que tira-los de seus mundos? Se felizes, nem sabem que existem linhas aqui fora.

Aquele que escreve. - A verdade seja dita - É um destruidor de lares.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Do repouso forçado

Só hoje descobri como olhar para o teto pode ser divertido.
-Veja só aquela aranha!

domingo, 14 de março de 2010

Bom, deixemos que eu me explique primeiramente.
É que eu tinha um texto, sim... Mas ele se perdeu por entre as páginas (São tantas!), se perdeu para algum dia.

É que a gente tem mania de despedidas, mas na poesia não existe o adeus, não existe! O que há é um ocasional desencontro. O poeta é aquele que persegue angustiadamente as palavras, mas com ares de quem está a andar distraído. Mas isto é um mero disfarce! Não é? Pois na imensa complexidade da coisa, o que o poeta mais quer é mostrar que sabe dizer que não se importa com a aquilo que de fato procura.

E lá se vão as palavras correndo novamente! Ah sim... Elas não podem ser controladas, mas nem eu as quero!
É, eu tinha um texto.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Mais uma vez em que eu pego o papel e a utopia do mundo cai em mim como se fosse uma rocha despencando por um grande desfiladeiro. Ah sim.. O mundo, este que chamamos de lar, este que chamamos de casa. Mas o que conhecemos do mundo? Não me pergunte.. não sei. E se soubesse também não diria, não por egoísmo ou achar que de nada tenho haver com isso, mas porque existe uma lei, uma lei invisível que nos impede de falar as coisas que são óbvias.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

E as flores que nascem do avesso, só porque não se pode vê-las, por que não julga-las bonitas?

O que mais vale que uma raiz brotando da terra? A essência do ser exposta comparada ao perfume das flores.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Escorados na estrutura cinzenta da casa - Os degraus. Por eles passam os silenciosos pés descalços, os barulhentos tamancos de madeira, os mais variados tennis e meias encardidas.
Assim, ele sabe que tudo aguenta, que tudo resiste; Os produtos de limpeza que pouco a pouco retiram o cal de sua superfície; os passos apressados sem nenhum sinal de carinho, tão desgastantes.

Curioso ver, que é difícil que alguém repare aonde pisa, (tirando os casos de aviso iminente como poças d'agua ou de insetos fantasiados para alguma festa surpresa - As quais nunca conseguem chegar a tempo) que veja os curiosos detalhes e imagens embutidas sobre a tinta fresca secada ao Sol - Sonhos pesados demais para serem realizados, mas que foram gravados sobre as delicadezas que só um degrau de porcelana pode oferecer, (ou de madeira, talvez concreto puro desgastado pelo tempo) para que seus pés os pisem, talvez numa tentativa tola de dizer que os sonhos nunca morrem, que existem oportunidades de busca-los bem embaixo de nossos pés.

Sonhos estes tão difíceis de serem encontrados. Sempre fomos ensinados a olhar para frente, não importa o que houver, sempre olhe para frente. Quando chegamos, no entanto, não sabemos por onde passamos, por onde subimos em nossa busca sem fim. Não reparamos nas delicadezas de nossos degraus, escorados em nossa própria estrutura, e que nos mesmos os fizemos, a medida que subimos.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Retratos na Varanda

Não deixe que sequem, inúmeros retratos espalhados na sacada da varanda.
Sonhos reflectidos em tinta molhada.

Não os deixe no Sol, mas também não os deixe na sombra
Deixa-os no meio, onde a sombra não os possa consumir, nem onde o Sol os torne pesados demais.